<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569</id><updated>2011-04-22T04:20:25.907+01:00</updated><category term='Teoria do Caos'/><category term='Pi'/><category term='Poliedra'/><title type='text'>Fractal como o Destino</title><subtitle type='html'>Destino: Fado abstracto de uma beleza incrível, com padrões complexos que se repetem infinitamente, mesmo limitados a uma área finita que é a vida…</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-1789789867833118336</id><published>2008-03-13T16:10:00.001Z</published><updated>2008-12-20T22:15:55.515Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poliedra'/><title type='text'>Poliedra – Parte I (5)</title><content type='html'>As vezes que era perseguida pelos colegas de escola com a cantilena da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Poliedra&lt;/span&gt; “negra e escura como a pedra” diminuíram. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Diria&lt;/span&gt; até que desapareceram por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era agora temida pelos colegas e admirada pelas colegas: corria mais que eles e era mais mulher que elas.&lt;br /&gt;E fazia valer-se disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que algo desengonçada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Polly&lt;/span&gt; era ágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabia o que fazer…&lt;br /&gt;Longe do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bulício&lt;/span&gt; das cidades, e dos professores que lhe indicariam os exercícios adequados à sua (tão normal!!!) assimétrica condição de adolescente, procurou os conselhos do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De figura frágil e pouco atraente, o Pai cedo percebeu o extremo a que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Polly&lt;/span&gt; levou a sua mensagem. A ânsia, o desespero com que procurava respostas quanto aos métodos que poriam fim à sua tão pouco apelativa – pensava ela! - forma física, enlouqueciam a casa inteira…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo que passava no casarão, – que era cada vez menos - ela subia e descia as escadas vezes sem conta, derrubando tudo e todos que com ela se cruzavam. A criadagem apelidou-a de terramoto, mas, na verdade, ela parecia-se cada vez mais com um tufão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face ao cataclismo doméstico anunciado, Pai e Mãe decidiram que mandá-la andar pela Serra não lhe faria mal nenhum. No mínimo, gastaria toda aquela energia e vitalidade que ameaçavam acabar com a sanidade mental de todos os habitantes daquela casa.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ganharia destreza e aumentaria a agilidade. Caminhar ao sol e respirar o ar mais puro que se conhece, não traria, com toda a certeza, nenhuma consequência nefasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensavam eles…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-1789789867833118336?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/1789789867833118336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=1789789867833118336&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1789789867833118336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1789789867833118336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/03/poliedra-parte-i-5.html' title='Poliedra – Parte I (5)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-4292828970970415548</id><published>2008-03-03T21:18:00.000Z</published><updated>2008-03-03T21:20:11.819Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poliedra'/><title type='text'>Poliedra – Parte I (4)</title><content type='html'>Os anos passaram muito devagar, mortificando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Poliedra&lt;/span&gt;, que mal podia esperar pela metamorfose de patinho feio para cisne gracioso… Como a Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Polly&lt;/span&gt; foi crescendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes que o Pai lhe pedia que viesse sentar-se ao seu colo foram diminuindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em si aumentava de tamanho: as pernas, longas, terminando numas coxas cada vez mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;roliças&lt;/span&gt;; o rosto, já longe da criança que foi, que desaparecia por detrás de uns revoltosos cabelos castanho-chocolate; o peito, enganador, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;altaneiro&lt;/span&gt; por sobre uma cintura de vespa….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era de todo estranho que se sentisse desproporcional, como se os joelhos se perdessem nas coxas e pudesse quebrar-se por aí… ou, até mesmo, pela cintura, que acabaria por vergar face ao peso dos seios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o Pai ensinou-a a tirar o melhor partido desta assimetria corporal temporária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando-lhe uma vaga noção de que a harmonia das formas se manifesta na simetria das mesmas, o Pai explicou-lhe que essa mesma harmonia se conquista com o tempo, transmitindo-lhe, implicitamente, que, se queria ser bela e desejável, havia muito que podia fazer por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Polly&lt;/span&gt; interiorizou esta breve explicação de tal maneira, que nada, na sua forma de conviver com o seu próprio corpo, seria igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pedras da Serra começaram por ser as únicas testemunhas desta transformação de mentalidade, deste transtorno psicológico em que se tornou a vontade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Polly&lt;/span&gt; em domar o seu próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só de pedras vive a Serra…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-4292828970970415548?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/4292828970970415548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=4292828970970415548&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/4292828970970415548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/4292828970970415548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/03/poliedra-parte-i-4.html' title='Poliedra – Parte I (4)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-1161303283973810501</id><published>2008-02-08T22:53:00.000Z</published><updated>2008-02-08T23:43:34.562Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poliedra'/><title type='text'>Poliedra – Parte I (3)</title><content type='html'>Não. Conscientemente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polly nunca poderia desejar a quem quer que fosse uma relação como a que tinha com a Mãe.&lt;br /&gt;Não era por mal, mas não sabia lidar com toda a admiração que sentia por ela: aqueles olhos, os cabelos negros brilhantes… A figura – invejável, sim! – de diva, de &lt;em&gt;femme fatale&lt;/em&gt;, na forma como segurava a boquilha entre dedos e a levava àqueles lábios carnudos e sempre de um vermelho sensual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo era a desilusão que a inteligência da Mãe lhe provocava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como?, como é que uma mulher como ela se tinha ido esconder do mundo ali? Justamente ali, no meio do nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que uma mulher que podia ter o mundo na palma da mão e soprá-lo para onde bem entendesse, foi capaz de abdicar do exercício de todo o seu poder de sedução e esconder-se ali, naquela terra, no meio daquela gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Poliedra, sabe quem eu sou, na verdade?», questionava a Mãe sempre que a apanhava, absorta, a seguir-lhe todos os gestos com o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Mãe?», dizia para ganhar tempo.&lt;br /&gt;Tempo suficiente para recuperar do efeito inebriante que era olhar aquela mulher… a sua Mãe. Se ao menos tivesse a certeza de que iria ter metade daquele &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; quando crescesse….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Poliedra, ouviu o que lhe perguntei?», insistia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Desculpe, Mãe, estava a admirar a cor do seu vestido…». E notava uma súbita melancolia inundar o olhar da Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pestana a pestana, aqueles olhos, lindos, castanhos, dourados, mergulhavam em memórias inacessíveis. Mergulhavam tão fundo que Polly pressentia a Mãe a afogar-se…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Mãe, não percebo onde quer chegar com essa pergunta…»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sabe quem sou para além do que vê? Sabe que venho destas pessoas que tanto abomina?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então era isso.&lt;br /&gt;Quase que o esquecia.&lt;br /&gt;Ao olhar-se para ela, ninguém diria.&lt;br /&gt;A Mãe era filha da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso deixava-a muito confiante. Fazia-a acreditar que, também ela, poderia vir a ter aquela aura, aquela presença que a todos influencia… mas que, no seu caso, só cativava o seu próprio Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polly precisava de ter a certeza que, no futuro, seria 100% filha de sua Mãe.&lt;br /&gt;Contudo, o papel de Polly nesse destino, foi apenas o de uma ponte entre gerações…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-1161303283973810501?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/1161303283973810501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=1161303283973810501&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1161303283973810501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1161303283973810501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/02/poliedra-parte-i-3.html' title='Poliedra – Parte I (3)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-5693811957957608342</id><published>2008-01-24T21:28:00.000Z</published><updated>2008-01-24T21:44:32.962Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poliedra'/><title type='text'>Poliedra – Parte I (2)</title><content type='html'>«Se a Mãe não sofresse tanto desse seu complexo de Hipátia, talvez eu gostasse mais de si», sibilava Polly de cada vez que se sentia atacada ao ouvir o seu nome próprio. Dito pela mãe era como se não fosse pronunciado mas, isso sim, vomitado… Rejeitado como algo que desejámos sofregamente mas que acabou por enjoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«E a menina Poliedra, terá, por um mero acaso, inveja?», questionava-a a Mãe, em tom insinuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Inveja, Mãe?, de quê: de ter tido a mesma educação esmerada que Hipátia – treino físico diário, arte, ciência, literatura, filosofia e sabe-se lá que mais - mas, ao contrário da primeira grande mulher matemática de que reza a história, o seu único feito considerável e original foi dar à sua filha a versão feminina do nome de um sólido geométrico?!?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Poliedra, Poliedra…», repetia a Mãe, de sorriso irónico nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, aos ouvidos de Polly, aquela palavra, irritantemente repetida naquele tom, apoderava-se dela… E fazia-a vibrar até ao canto mais recôndito das suas entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A única biblioteca onde a Mãe se senta, em nada é comparável à de Alexandria», replicava depois de retomar o fôlego, «por isso, não queira comparar o "trono" de Hipátia com o seu. De resto, lamento tê-la desapontado pelo simples facto de ter vindo ao mundo no lugar do seu tão desejado menino…»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as provocações repetiam-se, em catadupa, numa espiral de violência verbal onde o início, meio e fim eram já velhos conhecidos de ambas.&lt;br /&gt;Era este o ponto alto da relação de Polly com a sua Mãe; aquele em que reconhecia que ela era um ser poderoso de saber, gentileza, palavra, talento e beleza, como alguém um dia descreveu a filha de Teão de Alexandria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, o mau gosto demonstrado no nome que tinha escolhido para lhe dar, dominava todos os outros sentimentos de Polly pela Mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaria Polly a tentar prolongar esta relação de amor-ódio entre mãe e filha quando, anos mais tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-5693811957957608342?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/5693811957957608342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=5693811957957608342&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/5693811957957608342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/5693811957957608342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/poliedra-parte-i-2.html' title='Poliedra – Parte I (2)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-7760525475791596356</id><published>2008-01-23T21:18:00.000Z</published><updated>2008-02-08T22:55:27.359Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poliedra'/><title type='text'>Poliedra - Parte I</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;“Só gostava de saber quem foi o patifório que subornaram para poderem registar-me com este nome!!!!”, berrava ela a plenos pulmões, vezes e vezes sem conta, sempre do cimo daquela dupla escadaria.&lt;br /&gt;Mas não era só disso que gostava: também gostava que todos – TODOS sem excepção – soubessem que considerava o seu nome próprio uma perfeita aberração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poliedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém se chama Poliedra!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto muito Poliedro, mas teve a sina de nascer rapariga, e a mãe, mulher de fortes convicções, - ou deverei antes dizer…. Teimosa!?! – não se deu sequer ao trabalho de escolher outro nome. Afinal, era assim mesmo que ela imaginava o seu rebento: um ser de carácter sólido, cuja superfície, composta por um número finito de faces, ela conheceria como ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao invés disso, veio ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poliedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou Polly, como o pai a tratava e como ela obrigava todos a tratarem-na.&lt;br /&gt;Todos, menos a mãe, claro está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sua raiva – muito pouco contida, diga-se - vinha dos seus tempos de meninice, da cantilena com que os outros miúdos a perseguiam desde que o Sol nascia até que as estrelas começavam a assomar no negro azulado do céu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;«Polly, Poliedra / escura e feia como a pedra /&lt;br /&gt;Polly, Poliedra / junto dela o mal medra»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Polly conhecia muitas pedras. Viver no meio da Serra não lhe dava muito mais para contemplar. Sabia-as de cor: onde estavam, quais as suas cores na madrugada, ao nascer do sol, ao meio-dia e ao pôr-do-sol.&lt;br /&gt;Quando estava cansada, ao invés de as visitar, deitava-se na sua cama, recordava-as uma a uma, e imaginava com o que se assemelhavam: animais, pessoas, seres mitológicos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, quando se olhava ao espelho, não compreendia as duras palavras da ladainha: não conhecia nenhuma pedra feia e ela, Polly, não era escura… Bom, talvez o fosse a sua alma, mas, naquela idade, Poliedra ainda estava muito longe de o saber, ainda que a pequena melodia o já adivinhasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-7760525475791596356?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/7760525475791596356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=7760525475791596356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/7760525475791596356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/7760525475791596356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/poliedra.html' title='Poliedra - Parte I'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-5818436586747706635</id><published>2008-01-22T20:54:00.000Z</published><updated>2008-01-22T20:56:01.941Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria do Caos'/><title type='text'>Another Chaos Theory</title><content type='html'>«Uma lei básica da Teoria do Caos afirma que a evolução de um sistema dinâmico depende crucialmente das suas condições iniciais.&lt;br /&gt;O comportamento do sistema dependerá então da sua situação "de início".&lt;br /&gt;Se analisarmos o mesmo sistema, sob outras condições iniciais, logicamente ele assumirá outros caminhos e mostrar-se-á totalmente diferente do anterior.».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que explica, então, os comportamentos irracionais e transcendentes de Pi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão as “condições iniciais” para que possamos entender o caos em que se tornou a sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez devesse tentar enumerar quantas “situações de início” viveu Pi…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dela existir, havia a Piedade da Consolação:&lt;br /&gt;Quais as condições em que existiu? Em que condições morreu para dar lugar a Pi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos caminhos percorridos por Pi para fugir de Piedade da Consolação…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes mudou ela as suas condições iniciais, desbravou outros caminhos, apenas para se mostrar totalmente diferente de si mesma?&lt;br /&gt;Quantas vezes se reinventou para assassinar de vez Piedade da Consolação e ser apenas uma tábua rasa onde pudesse gravar um novo sistema dinâmico de Pi? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que ela não sabia é que o sucesso da soma sucessiva de todas as tentativas de reinvenção de si mesma – aquela que conhecemos como Pi – era, nada mais, que uma reinvenção de um outro sistema dinâmico, condição inicial da sua própria existência: o “útero que a pariu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para calcularmos os caminhos passados e futuros de Pi, nada melhor que analisarmos o comportamento de quem provocou a sua primordial situação de início: Polly.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-5818436586747706635?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/5818436586747706635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=5818436586747706635&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/5818436586747706635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/5818436586747706635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/another-chaos-theory.html' title='Another Chaos Theory'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-8942541791107897645</id><published>2008-01-21T14:36:00.000Z</published><updated>2008-01-21T14:38:46.591Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pi'/><title type='text'>Pi - Parte I (3)</title><content type='html'>Tal como a organização de espionagem da Alemanha de Leste com o seu nome, – do filme “A Cortina Rasgada” de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Alfred&lt;/span&gt; Hitchcock (1966) – Pi fazia tudo para encobrir o rasto de Piedade da Consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguindo no melhor estilo / aura de mistério e perigo que sempre envolvem este tipo de organizações, Pi era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;perita&lt;/span&gt; em sobreviver a interrogatórios de toda a espécie. Ninguém conseguia obter dela uma resposta directa e precisa sempre que as questões diziam respeito à sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a submetessem às mais sofisticadas técnicas e métodos de tortura, seguramente nunca revelaria a sua filiação biológica, porque, afectivamente falando, a sua filiação era outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que era filha ilegítima.&lt;br /&gt;E sabia de quem.&lt;br /&gt;Mas tanto abominava quem lhe deu o nome que tanto gostaria de apagar de todos os registos possíveis e imaginários, como a mulher que julgava que poderia fazer-se passar por sua verdadeira mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que apresentava como sendo a sua família, na verdade, não lhe tinham qualquer laço de consanguinidade. Mas eram eles o verdadeiro objecto de amor e carinho de Pi. Os únicos seres do mundo a quem respeitava.&lt;br /&gt;Todos os outros – “o útero que me pariu” e “a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;serranada&lt;/span&gt; que me criou”, como “carinhosamente” lhes chamava quando falava de si para si – tinham deixado de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;aciganado&lt;/span&gt; da mulher que a viu crescer era tão diferente da visão majestosa em que Piedade da Consolação se transformou… Uma visão que Pi queria acreditar ser a sua inegável e exclusiva imagem de marca… Sem saber que caminhava, a passos largos, para uma fotocópia daquela a quem apelidou de “útero”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-8942541791107897645?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/8942541791107897645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=8942541791107897645&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/8942541791107897645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/8942541791107897645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/pi-parte-3.html' title='Pi - Parte I (3)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-935327016497288533</id><published>2008-01-17T22:57:00.000Z</published><updated>2008-01-17T23:08:17.601Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pi'/><title type='text'>Pi - Parte I (2)</title><content type='html'>Os seus segredos eram tantos quanto as casas decimais de &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;π&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt; . Poder-se-ia dizer que tinha dois ou três grandes segredos por cada traço – vincado – da sua personalidade. Mas poucos eram os que se atreviam a tentar, sequer, enumerar as suas “qualidades”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pi é muito, mas muito mais, que uma série infinita de somas do que cada um de nós conhece dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não me interpretem mal. &lt;br /&gt;A Pi é uma Mulher. &lt;br /&gt;Assim mesmo. Com letra maiúscula e tudo. &lt;br /&gt;Poucas são as mulheres que souberam sobreviver e, sobretudo, viver, como ela o fez e faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as verdades são para ser ditas, ainda que para muitos dos seus eternos apaixonados elas não passem apenas de silvos de cobras invejosas. E eles, coitados, que nem sequer são ofidioglotas como o Harry Potter, que fala e entende a língua das cobras…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a verdade é que Pi era completamente irracional, inexplicável… E de uma beleza tão simplesmente mística, que se lhes afigurava como se estivessem perante a verdadeira Presença Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contemplação – e, porque não, a adoração - de Pi era uma experiência pela qual passavam como se, no deserto das suas vidas, lhes tivesse sido oferecida a miragem de um anjo. Um daqueles anjos capazes de “levar um padre a apedrejar um vitral”, se é que me faço entender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era, portanto, difícil de calcular, tanto mais não fosse por aproximações mais ou menos sucessivas, que a Piedade da Consolação tinha, forçosamente, que morrer para que Pi pudesse existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-935327016497288533?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/935327016497288533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=935327016497288533&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/935327016497288533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/935327016497288533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/pi-parte-i-2.html' title='Pi - Parte I (2)'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-1512450298293455649</id><published>2008-01-16T15:48:00.000Z</published><updated>2008-01-16T23:40:45.480Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pi'/><title type='text'>Pi - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;π&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;é a mais antiga constante matemática que se conhece. É um número com infinitas casas decimais, não periódico, irracional e transcendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela era mesmo assim. Ninguém sabia o seu nome de baptismo. Onde quer que fosse – no trabalho, em família, no seu círculo de amigos – todos a tratavam por Pi.&lt;br /&gt;Piedade da Consolação era uma incógnita que, apesar de parecer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;scan&lt;/span&gt; da cara da Pi, só existia numa porcaria a que ousaram chamar Bilhete de Identidade. Como se o que constitui uma identidade se resumisse a um cartão encadernado a plástico, com uma foto tipo-passe tirada à pressa numa qualquer cabina do Metro de um lado e um borrão de tinta do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma desenvoltura fora de comum, não era de estranhar a classe com que utilizava termos de calão, deixando muitos dos que com ela privavam a interrogar-se acerca da verdadeira origem dos seus prosaicos dotes de conversação.&lt;br /&gt;E, a comprovar isso mesmo, tratava de os aplicar na classificação de si mesma.&lt;br /&gt;Se acordava bem disposta, não era raro ouvi-la dizer que tinha vestido a sua pele de Cabra Montês. “Montês? Não quererás dizer montesa?” Claro que não: ela era uma rural, sim, mas uma rural sofisticada, interessante… E uma verdadeira cabra se tratavam de a relembrar disso mesmo. Daí que, sempre que se cruzava com um dos seus amigos de infância, apenas mencionava que se tinha cruzado com um montanheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta forma insultuosa de tratar todos os que pertenciam ao seu passado, parecia ser apenas mais uma maneira encontrada por Pi para exorcizar de si a Piedade da Consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-1512450298293455649?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/1512450298293455649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=1512450298293455649&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1512450298293455649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/1512450298293455649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/pi-1.html' title='Pi - Parte I'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3031623436396104569.post-6191398504976377405</id><published>2008-01-14T16:08:00.000Z</published><updated>2008-01-16T23:39:32.301Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria do Caos'/><title type='text'>Chaos Theory</title><content type='html'>Em matemática, a infinidade dos números impede que se criem modelos precisos que expliquem os fenómenos.&lt;br /&gt;Na vida, a infinidade de possibilidades de escolha impede que existam 2 pessoas com a mesma explicação para uma mesma realidade. A isto se chamam... Pontos de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquem as tais 2 pessoas e os seus diferentes pontos de vista numa relação. Qualquer tipo de relação.&lt;br /&gt;Agora peçam-lhes que, juntos, atinjam uma qualquer meta.&lt;br /&gt;É o Caos.... antes da Perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3031623436396104569-6191398504976377405?l=destinofractal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://destinofractal.blogspot.com/feeds/6191398504976377405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3031623436396104569&amp;postID=6191398504976377405&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/6191398504976377405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3031623436396104569/posts/default/6191398504976377405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://destinofractal.blogspot.com/2008/01/efsefsfsd.html' title='Chaos Theory'/><author><name>Fractal SMOG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02540486568352426789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://bp2.blogger.com/_kUHxQm6Lq1c/R4vs1BnJX0I/AAAAAAAAAAM/DZPV__jd88k/S220/322159.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
